O Corpo de Bombeiros de Picos divulgou nesta quinta-feira, 26, o relatório de ocorrências registradas ao longo de 2024, cobrindo o período de 01 de janeiro até 25 de dezembro. No total, foram atendidos 930 chamados, abrangendo uma variedade de situações emergenciais.

O alto número de incêndios foi o destaque do relatório. Até o feriado de Natal, foram registrados 533 incêndios, com 86% deles (456 casos) ocorrendo em regiões de matas, caracterizados como queimadas. Os incêndios prediais, por sua vez, somaram 77 ocorrências, representando 14% do total.



Em segundo lugar na lista de ocorrências estiveram os chamados para buscas e salvamentos, totalizando 237 casos. Esta categoria incluiu resgates de vítimas presas em ferragens durante acidentes, resgate de animais e casos de afogamentos. O relatório destacou 10 ocorrências de afogamento na Grande região de Picos, todas resultando em mortes, com a maioria dos casos ocorrendo em barragens. Um desses afogamentos foi atendido durante o feriado de Natal na Barragem de Bocaina, quando Glesivaldo da Silva Oliveira, 41 anos, morreu após desaparecer durante uma tentativa de travessia à nado na barragem.

Para apontar os riscos e reduzir o número de emergências, o Corpo de Bombeiros realizou 105 ações preventivas ao longo do ano, principalmente focadas nas zonas urbanas. Dos mais de 900 atendimentos, 768 ocorreram em áreas urbanas. Em Picos, os bairros com maior número de chamamentos foram Junco (114), Ipueiras (63), Canto da Várzea (61), Centro (55) e Catavento (44).



O relatório também identificou agosto como o mês com maior concentração de ocorrências, totalizando 171 chamados. Este aumento foi atribuído principalmente ao crescimento dos incêndios na região de Picos durante o início do segundo semestre do ano e ao aumento no número de acidentes nas BRs que cruzam a área, conforme constatado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na época.

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