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Uma série de invasões aos imóveis do Residencial Lousinho Monteiro ameaça o sonho da casa própria para famílias beneficiadas pelo Minha Casa Minha Vida na cidade de Picos. Até a quinta-feira (4), 16 moradias haviam sido ocupadas indevidamente por pessoas que alegam não terem onde morar.

Desabrigada, Jordânia Rocha de Carvalho diz que invadiu uma das 500 casas do residencial por não ter para onde ir com os três filhos. Ela argumenta que estava na lista de espera do Residencial Antonieta Araújo, conjunto com 384 apartamentos cujas chaves foram entregues em julho do ano passado, mas até o momento não foi contemplada com um imóvel. “Tenho consciência, se o dono chegar, não quero confusão. O que eu quero é um lugar para morar”, frisa.

A violência e as inundações levaram Leonísia Francelina da Silva a se apropriar de um dos imóveis. Mãe de seis filhos, ela relata que sofria ameaças de morte no antigo endereço, além disso, teve a casa alagada durante uma chuva. “No segundo dia que entregaram eu já me mudei”, revela, acrescentando que conversou com o beneficiário do imóvel e que ambos aguardam uma resolução pacífica para a situação.

A entrega das chaves das casas aconteceu no dia 20 de dezembro. Os beneficiados esperaram pelos imóveis por cerca de cinco anos –tempo que compreendeu desde a construção, que durou dois anos, até os embargos, o principal deles envolvendo a Eletrobrás, que demorou a concluir a instalação elétrica do local. Mas a alegria dos proprietários durou pouco tempo. No dia seguinte à entrega começaram as ocupações irregulares.

A coordenadora de Habitação e Urbanismo de Picos, Cláudia Mônica de Sousa Dantas, diz que todo o processo de seleção foi transparente e lamenta a ocorrência das invasões. Segundo ela, a situação será resolvida com apoio de outros órgãos parceiros na construção das moradias, como o Ministério Público Federal e o Banco do Brasil, financiador das casas.

“Os imóveis serão tomados de volta. Quem vai decidir o tempo é a Justiça. Mas as famílias beneficiadas são as verdadeiras proprietárias”, frisa a coordenadora.

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