
O delegado da Polícia Civil, Rodrigo Morais, responsável pelo inquérito que apura dois episódios envolvendo um gerente comercial e trabalhadores de delivery, prestou esclarecimentos nesta quinta-feira (26) sobre o andamento das investigações.
O caso teve início após a agressão de um trabalhador de delivery, que teria sido atingido com um tapa por um cliente. No dia seguinte, um grupo de motoboys invadiu a residência do suspeito e derrubou o portão do imóvel.
De acordo com o delegado, a primeira ocorrência, relacionada à agressão, é considerada de menor potencial ofensivo. Por isso, a legislação brasileira não prevê prisão em flagrante nesse tipo de situação, exceto em casos específicos, como os enquadrados na Lei Maria da Penha.
“No primeiro caso, o indivíduo deu um tapa no trabalhador, foi conduzido pela Polícia Militar, corretamente, mas a legislação não prevê prisão por esse tipo de conduta, desde que não haja agravantes. Ele foi conduzido, mas não houve lavratura de flagrante”, explicou.
Já em relação à invasão da residência, o delegado destacou que se trata de um crime de médio potencial ofensivo, com previsão de detenção. Três pessoas chegaram a ser presas, mas foram liberadas após pagamento de fiança.
“No segundo caso, que é mais grave, houve a invasão e dano ao patrimônio. As pessoas podem ser presas, mesmo com a possibilidade de fiança. Vamos instaurar o termo circunstanciado, e o responsável pela agressão também responderá na forma da lei. Não podemos agir à margem da legislação”, concluiu o delegado.
A Polícia Civil segue com as investigações para apurar todos os detalhes e responsabilizar os envolvidos conforme a lei.




