Nesta segunda-feira (9), o TSE respondeu aos questionamentos sobre as urnas eletrônicas feitos pelo Ministério da Defesa na Comissão de Transparência Eleitoral.

As Forças Armadas, que integram a comissão, foram convidadas a participar do processo pelo então presidente do TSE Luís Roberto Barroso como um gesto de ampliação da transparência das eleições, uma atitude que foi avaliada pelo jornalista Carlos Andreazza como um erro que poderia ser evitado.

“Estava evidente que havia má intenção das Forças Armadas, em um claro gesto de se infiltrar a partir do convite.”

“A partir desse convite, elas [as Forças Armadas] se empoderam. Aquela ideia de suposto ‘poder moderador’ ganha materialidade e se arma uma tocaia”, diz.

Para o jornalista, não é por acaso que o governo Bolsonaro mire em instituições como o sistema eleitoral e no programa de vacinação, dois pilares de exercício da República.

“O ataque à democracia deriva do enfraquecimento da República. Nosso programa de vacinação, que vacina todos igualmente, e o nosso sistema de eleitoral – que oferece para todo mundo as mesmas condições de exercer a cidadania – são materializações de sucesso da República.”

“Ele não ataca isso à toa. O golpe fundamental não precisa de tanques na ruas . É o golpe que vai transformando essa república em algo do que se desconfiar.”

G1