Há poucos anos, em 2015, um vírus se tornou causa de emergência em saúde pública no Brasil. Transmitido pelo mosquito Aedes aegypti, o Zika vírus trazia uma preocupação forte com malformação em bebês. Mães que haviam sido infectadas estavam parindo crianças com microcefalia.

Ainda hoje a doença causa preocupação. Os casos de Zika têm diminuído com o combate ao mosquito vetor, mas o vírus ainda circula. Dados mais atuais do Ministério da Saúde apontam que nos dois primeiros meses de 2021 foram notificados 327 casos prováveis de Zika em todo o país.

A boa notícia é que uma vacina já está a caminho.

Ainda em 2015, um pesquisador brasileiro, professor de patobiologia e ciências veterinárias na universidade norte-americana de Connecticut, percebeu a gravidade do problema ao passar férias com a família no Brasil e resolveu buscar soluções.

Ao voltar das férias, Paulo Verardi iniciou as pesquisas em seu laboratório e começou a usar um vetor viral modificado nas buscas pelo imunizante.

Atualmente, testes em animais, os chamados estudos pré-clínicos, apontam o sucesso do trabalho, até o momento.

Segundo o cientista, ainda há muitos passos pela frente até que a vacina chegue para grupos mais vulneráveis, caso de mulheres em idade reprodutiva.

A esperança de Paulo Verardi é que, assim como no caso da Covid-19, os imunizantes possam ser desenvolvidos de forma mais rápida.

Agencia Brasil