Mais um detento da Cadeia Pública de Altos morreu com suspeita de leptospirose. A morte foi registrada nesse domingo (24) no Hospital Getúlio Vargas e é a quinta morte em apenas 11 dias. O detento foi identificado como Isaac Gomes de Oliveira, 23 anos, e a suspeita é de infecção por água contaminada que abastecia a CPA.

A morte foi confirmada pelo Hospital Getúlio Vargas, onde o detento estava internado havia alguns dias. Além dele, outros quatro faleceram também com suspeita da doença.

Os presos que tiveram seus nomes informados foram Roberto Ozeas da Silva Pereira, que faleceu também no domingo (24) e Jefferson Linhares Silva, que morreu na sexta-feira (22). A primeira morte foi registrada no dia 14 de maio.

Água contaminada

Ainda no dia 7 de maio, uma infecção ainda não identificada havia sido detectada em 48 detentos da Cadeia Pública de Altos, de acordo com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus). A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) foi acionada e coletou amostras para exames, dentre eles o para a Covid-19, embora, segundo a Sejus, nenhum dos presos tenha apresentado sintomas da doença.

O exame preliminar da Sesapi teria detectado a presença de coliformes fecais na água e o quadro clínico de alguns dos detentos foi apontado como leptospirose, infecção causada por bactéria transmitida por animais como o rato por meio do contato com água, solo ou alimentos contaminados.

Depois de relatada a suspeita de contaminação pela água, a Sejus afirmou realizou a limpeza da caixa d’água e tubulação da unidade, e que irá implementar o tratamento da água da penitenciária. Até que a situação seja resolvida, a Sejus informou que os internos estão consumindo água mineral.

Conforme a Sejus, há outros 23 presos da CPD de Altos internados em hospitais de Teresina.

Atendimento médico

A Secretaria de Saúde (Sesapi) e a Secretaria de Justiça (Sejus) informaram que estão reforçando o atendimento aos detentos da Cadeia Pública de Altos. Na unidade, uma enfermaria foi instalada para o atendimento e acompanhamento dos internos e, aqueles que apresentam sintomas mais graves são transferidos para o Hospital da Polícia Militar (HPMPI) ou para o Hospital Getúlio Vargas (HGV). No HGV, uma nova ala, com 20 leitos, está sendo organizada para o tratamento desses casos.

A situação da Cadeia Pública de Altos é acompanhada pelo Ministério Público do Piauí e pela Defensoria Pública do Estado.

G1 PI