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A Universidade Estadual do Piauí (Uespi) instaurou um processo administrativo para apurar a denúncia de que uma professora do curso de Enfermagem da instituição estaria tendo atitudes racistas contra uma estudante. A universidade tem até 60 dias para concluir a investigação que pode levar a docente, em última instância, a uma exoneração. As informações foram repassadas ao OitoMeia pela pró-reitoria de Administração da Uespi.

No dia 31 de outubro, a aluna Ilana Monteiro registrou um Boletim de Ocorrência contra a professora Maria Rosiane dos Santos, onde diz ser vítima de racismo. Na época, a coordenação do curso de Enfermagem e o Diretório Central de Estudantes (DCE) informaram a esta reportagem que a docente teria falado do cabelo da aluna dizendo que ele era ‘assanhado’.

Na manhã desta quinta-feira (14/11), o pró-reitor de Administração, Pedro Soares, declarou ao OitoMeia que o processo está sendo devidamente apurado pela instituição. A estudante havia entrado com pedido de processo administrativo no final de outubro.

“A universidade uma vez que tomou conhecimento do fato fez todos os procedimentos necessários para apuração, garantindo o amplo direito de defesa. Estamos na fase de constituição de sindicância para averiguar, dar oportunidade às partes para haver averiguação. Nesse momento, não fazemos juízo de valor porque a denúncia tanto pode ser procedente, quanto pode não ser”, relatou Pedro Soares.

Segundo Ilana Monteiro, o comentário preconceituoso teria sido feito após a professora chegar atrasada para a aula. O DCE e os centros acadêmicos de diversos cursos da instituição lançaram uma nota de repúdio contra as atitudes da docente e desde então o caso vem sendo investigado pela Polícia Civil do Piauí. O inquérito policial influencia diretamente no processo administrativo que deve ser finalizado em até dois meses.

“O prazo é de 30 a 60 dias com base na necessidade de coletar algum tipo de informação e ouvir testemunhas, caso haja necessidade, mas esperamos concluir em até 30 dias. O caso pode ser levado a um processo disciplinar que pode ir desde a uma advertência, e em última instância, a uma exoneração. Isso quem vai dizer são as provas coletadas e os encaminhamentos do processo”, esclareceu o pró-reitor de Administração da Uespi. 

Professora e aluna não comentam o caso

OitoMeia entrou em contato com a professora Maria Rosiane dos Santos em busca de um posicionamento, mas ela não enviou resposta.  A estudante Ilana Monteiro também foi contactada e preferiu não falar sobre o assunto. O espaço fica aberto para esclarecimentos.

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