Começaram os estudos para elaboração do projeto de engenharia para reforço dos diques dos rios Parnaíba e Poti. Leonardo Madeira, diretor executivo do Programa Lagoas do Norte, frisa que famílias podem reassentadas, mas que a obra é necessária e emergencial.

“Possivelmente, vai haver reassentamento de famílias, mas quem vai determinar quantas e quais famílias poderão ser reassentadas é o projeto de engenharia em si. A determinação da prefeitura é que o projeto busque alternativa de solução para região e que tenha o menor impacto ambiental e social possível”, disse Madeira.

O estudo é uma continuidade dos painéis de segurança já realizados por especialistas contratados pelo Programa Lagoas do Norte através do Banco Mundial, órgão financiador do programa. Os três painéis de segurança detectaram a existência de problemas, como é o caso da altura do dique em relação ao nível dos rios na máxima cheia ocorrida na década de 80. Em alguns trechos, há risco de que, num momento de encontro das cheias dos dois rios, a água atravesse o dique e passe do rio para o outro lado. Agora, esses problemas serão analisados de forma criteriosa e, a partir disso, haverá a proposição de soluções.

“Os estudos apontaram que o dique se encontra hoje em uma situação de fragilidade e vulnerabilidade, assim como as pessoas que estão ao seu entorno. A partir desses estudos, a prefeitura buscou contratar uma empresa para elaboração de ump projeto executivo de engenharia  que deve apontar as soluções necessárias para reforço e requalificação do dique”, acrescenta o diretor executivo do Programa Lagoas do Norte.

O dique é uma estrutura de engenharia construída para proteger a população das águas dos rios em momentos de intensa cheia, em decorrência do aumento do volume das águas. Para que essa estrutura funcione com total segurança, não deve ter interferências em sua base, como árvores de grande porte, poços, fossas e casas.

Graciane Sousa
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