Para adoção o contato é : (89) 9 8805 5152

O abandono de animais, ao longo dos últimos anos, tem crescido consideravelmente. No Brasil, são mais de 20 milhões de cães abandonados, sem contar os diversos outros animais que acabam tendo o mesmo destino, e isso acontece por diversos motivos como falta de tempo, dinheiro, algum momento de mau comportamento ou até mesmo por terem crescido e não serem mais “fofos”. Outro agravante para esta realidade é a ausência de políticas públicas que atuem diretamente na conscientização das pessoas para a importância da castração, o que reduziria a reprodução incontrolável de cães e gatos.

Em Picos, a mobilização de pessoas tem ganhado destaque nas redes sociais. São dezenas delas empenhadas em proporcionar uma “segunda chance” para animais abandonados, que sofreram maus tratos ou até mesmo aqueles que já nasceram na rua. O empenho tem apresentado bons resultados, porém, necessita ainda mais de apoio e contribuições.

A rondoniense de Porto Velho, Katia Daniela Gomes, é um exemplo de persistência e superação. Estudante de História na UFPI de Picos, tem dividido sua vida acadêmica com a de protetora, isso devido ao grande número de animais abandonados que chega no campus da instituição, além dos que são acolhidos na rua. Ela, juntamente com um grupo de docentes e discentes tem buscado um novo lar para estes Pets após oferecer tratamento veterinário, imunização, e o mais importante, a castração.

“Já que eu não posso levar todos para casa, já que não tenho espaço nem condições financeiras, a função do protetor nesse momento é de castrar, vermifugar, imunizar e encaminhá-los para adoção, até para que se diminua essa quantidade de animais dentro da UFPI e que diminua consequentemente animais se reproduzindo, não só na UFPI, como na cidade inteira”, disse Katia.

São bastante elevados os gastos desde o acolhimento até se encaminhá-los para adoção. Estes recursos advém de bazares, eventos, contribuições particulares e de clínicas parceiras como a Quinta das Patinhas e Centro Veterinário. Infelizmente este ainda é um trabalho difícil devido à pouca importância que se atribui, tanto da própria população, como também do poder público local.

“É um trabalho muito árduo por que as pessoas ainda não tem conscientização que é uma questão de saúde pública, não tem também o respeito pelos animais e muito menos pelos protetores, parece que estamos fazendo um trabalho ofensivo quando fazemos um trabalho humanizado, por amor pelos animais e de responsabilidade social”, disse a protetora.

Somente com a Kátia Daniela e o grupo de protetores da UFPI, são atualmente oito animais resgatados e acolhidos, e que foram tratados, castrados e aguardam serem encaminhados para adoção.

Confira, se apaixone e ADOTE!

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Castração

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), só no Brasil existem mais de 30 milhões de animais abandonados, sendo 10 milhões de gatos e os outros 20 milhões de cães. Os dados levantados pela OMS vão além e mostram que em cidades de grande porte, para cada cinco habitantes há um cachorro, sendo que 10% deles estão abandonados.

Cada casal de cães que deixa de ser castrado tem a capacidade de gerar 80 mil descendentes em apenas 10 anos. E no caso dos gatos, esse número chega a 70 mil filhotes. Dessa forma, mesmo com ONGs e protetores se esforçando em arrumar um lar para todos esses animais o esforço parece em vão porque eles se multiplicam em uma velocidade espantosa.

Por isso a castração é apontada como uma solução ideal, sem falar nas outras vantagens entre as quais podemos destacar a redução drástica do risco de doenças nas vias uterinas e órgãos genitais (como câncer de mama, útero, próstata, testículos e infecções na bexiga), fim do risco das fugas e brigas, assim como dos latidos, uivos e miados excessivos que ocorrem por ocasião do cio.

Adoção

Segundo a VetQuality, o Brasil aparece em segundo lugar no ranking mundial de países com animais domesticados. E de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), a população de cães domesticados está em torno dos 40 milhões, enquanto os gatos de estimação são aproximadamente 25 milhões.

A escolha por um novo pet, geralmente acontece pela preferência por raça, cor e idade (geralmente filhotes). Muitos não consideram que, a adoção de animais ajuda a tirar vários animais de situações de risco, além de trazer alegria para o lar. Uma das principais vantagens em adotar um pet ao invés de comprar, é não ter custos diretos.  Dessa maneira, é possível investir o dinheiro que seria gasto para comprar um animal de estimação, com rações, acessórios, brinquedos, casinha, caminha, cuidados médicos preventivos e as outras demandas do animal.

Fabrício Sousa