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Projeto de enfrentamento ao suicídio é lançado em Picos

Lançamento aconteceu nesta manhã (08) Foto: Fabrícia Rivas

Foi lançada nesta sexta-feira (08) em Picos o projeto “Dia sim à vida”, cuja finalidade é levar à sociedade ações de conscientização sobre o suicídio.

A coordenadora de Políticas Públicas da Mulher em Picos, Maria José do Nascimento, a Mazé, fala que as atividades serão voltadas, principalmente para o público feminino.

Questões que abordarão a autoestima da mulher serão desenvolvidas no projeto. Ainda segundo Mazé, o suicídio pode estar relacionado à baixa autoestima, muitas vezes ocasionada pela violência que a mulher sofre; seja psicológica, física, sexual, dentre outras.

O trabalho será levado inicialmente para escolas da cidade e também haverá a inclusão ecumênica, pois segundo a coordenadora, a espiritualidade influencia de forma positiva a vida das pessoas.

“Vamos levar para outros setores, por exemplo, a Saúde vai solicitar para que sejam feitas nas comunidades da cidade, ações da Secretaria de Trabalho e Ação Social, e em todas as secretarias, as associações de moradores. A coordenadoria vai continuar motivando para que a gente faça essa discussão em outros setores”, informou.

A primeira ação do projeto acontecerá no dia 15 de março na Escola Marcos Parente.

Dia da Mulher

Na oportunidade, a coordenadora falou sobre o Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje, 08 de março, e ainda sobre os casos de feminicídios ocorridos em 2019 em Picos.

“Essa data, além de ser uma data da gente se alegrar, homenagear as mulheres de luta de todas as mulheres, é também uma data da gente fazer uma avaliação da nossa caminhada de militante e de luta por melhores condições de vida, principalmente pelo combate à violência, que a gente sabe que tem aumentado muito. Apesar de Picos ter diminuído [o número de feminicídio] na questão letal, embora termos registrado dois casos bárbaros, que é o caso do bairro Paroquial e esse da menina que foi assassinada no último dia 04, um crime premeditado e sem necessidade; a gente considera que mesmo assim, avaliando de 2015 até hoje, houve uma diminuição na questão do feminicídio”, concluiu.