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Líder comunitário diz que laudo da FUNASA deve atestar que aterro sanitário do Val Paraíso funciona como lixão

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Aterro Sanitário volta a preocupar moradores do Val Paraíso. Recentemente a população do povoado voltou a interditar o local. Segundo o líder comunitário do Val Paraíso, Neto Araújo, protestos e reivindicações não foram suficientes para chamar a atenção do Poder Público Municipal, e por isso os moradores recorreram ao Ministério Público.

Segundo Neto Araújo, o Ministério Público de Picos solicitou um laudo da FUNASA (Fundação Nacional de Saúde) que poderá comprovar os possíveis riscos que o local oferece e, posteriormente, tomar as medidas cabíveis.

“Chegou um engenheiro sanitário da FUNASA, fez um estudo e disse: ‘aqui não é aterro sanitário, é um lixão’. Ele vai dar esse laudo na segunda-feira (11). A gente veio até a Promotoria Pública, conversamos com a secretária da promotora, que avisou que com o laudo definitivo ela dá o resultado”, acrescentou.

Uma das maiores preocupações dos moradores é a contaminação da água dos poços da região através da penetração de material contaminado no lençol freático. No aterro, as valas não possuem as mantas responsáveis por formar uma barreira entre o lixo e o solo e assim, impedir que o mesmo seja contaminado.

O secretário municipal de Serviços Públicos, Antônio Airton de Carvalho, falou sobre as providências adotadas para minimizar os danos causados à população. Ele disse ainda que no momento não é possível fazer a instalação da manta que protege o solo nas valas, pois o equipamento é muito caro, Airton afirmou que uma manta custa mais de mil reais o metro quadrado.

“Atualmente o aterro passa por certa dificuldade em termo de gerenciamento, eu estou em constantes reuniões com a Secretaria de Meio Ambiente para a gente tentar solucionar o problema daquele setor. A gente está com trator, retroescavadeira e caçamba já tentando melhorar”, destacou.

Força policial

Durante a manifestação que ocorreu no aterro sanitário na última quinta-feira (07), Neto Araújo fala que o secretário de Serviços Públicos de Picos solicitou a presença de policiais militares no local para inibir as pessoas que protestavam. Segundo ele, alguns policiais agiram de forma truculenta com os moradores.

Sobre a afirmação do líder comunitário, a nossa equipe conversou com o capitão da PM de Picos, Elias de Sousa, que negou que os PMs tenham destratado qualquer cidadão, ele disse que a polícia foi chamada para evitar possíveis confrontos.

CONFIRA AS ENTREVISTAS:

NETO ARAÚJO: 

ANTÔNIO AIRTON 

ELIAS SOUSA 

 

 

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