O café está tão presente na vida dos brasileiros quanto o “casal” arroz com feijão. Ou até mais, visto que é consumido muitas vezes ao dia, e das formas mais diversas: puro, com leite ou em um capuccino. Ele pode, sim, ser um aliado na sua saúde, tamanhas são suas propriedades.

O consumo moderado proporciona uma série de benefícios. A bebida tem um efeito termogênico e, por isso, ajuda na perda de peso. Ela também tem ação estimulante e auxilia a diminuir dores de cabeça. Outra vantagem é a ajuda na prevenção de doenças neurodegenerativas, como Mal de Parkinson e o Alzheimer, além da diabetes tipo 2.

Cafeína

O principal componente do café é a cafeína. Esta substância quando consumida em doses baixas a moderadas tem ação estimulante. Assim, o sono diminui e a energia aumenta. O efeito estimulante da cafeína também proporciona melhora na concentração, o que facilita a aprendizagem.

Isso se estende à prática de exercícios. O café estimula a ação dos músculos durante exercícios prolongados, que passam a usar a gordura como fonte de energia, no lugar de açúcares encontrados nos carboidratos. O alimento também reduz a sensação de fadiga, melhorando o rendimento físico.

Café também é bom para a respiração. Diversos estudos, entre eles um realizado pelo Cochrane Database Review, indicam que a bebida tem efeito broncodilatador e, assim, é boa na prevenção ou até mesmo para quem tem asma. Além disso, reduz a fadiga dos músculos respiratórios.

Parkinson

Duas substâncias presentes no grão de café podem contribuir para a proteção ou até no retardo dos danos cerebrais causados por doenças como Parkinson e demência.

Estudo desenvolvido pelos norte-americanos da Rutgers University e publicado no periódico científico Proceedings of National Academy of Sciences analisou a ação no cérebro de ratos da cafeína e do EHT (Eicosanoil-5-hidroxitriptamida), composto derivado da serotonina e encontrado na casca do grão de café.

Descobriu-se que, quando associados, ampliam a atividade de um catalisador que ajuda a prevenir o acúmulo de proteínas nocivas associadas a doenças degenerativas, como Parkinson e a Demência de Corpos de Lewy, um dos tipos mais comuns.

Estadão Conteúdo