Início Destaque UPA de Picos poderá sediar três espaços distintos da sua função

UPA de Picos poderá sediar três espaços distintos da sua função

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A Unidade de Pronto Atendimento de Picos (UPA) poderá sediar a Policlínica, um Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) de nível estadual – para atender toda a macrorregião de Picos – e há ainda uma proposta de levar o complexo regulador da Secretaria Municipal de Saúde para o espaço. E a finalidade para a qual foi construída, possivelmente será descartada.

Uma UPA é uma espécie de posto de saúde instalada em diversas cidades do Brasil que atende 24 horas por dia. São responsáveis por concentrar os atendimentos de saúde de média complexidade, compondo uma rede organizada em conjunto com a atenção básica e a atenção hospitalar

De acordo com o diretor administrativo da Secretaria Municipal de Saúde, Bruno Luz, o município não tem condições financeiras de arcar com as despesas da unidade, que seria de 1,2 milhão de reais mensais. Ele fala que para que o espaço não se torne um “elefante branco”, o município deverá transferir a finalidade do prédio.

“O município que passa por dificuldades não teria condição de arcar com essas despesas. Já houveram várias reuniões depois que o Ministério da Saúde anunciou uma portaria emitindo o redirecionamento das UPAs no país que estão concluídas, mas que ainda não estão funcionando. A portaria diz que onde tiver UPA concluída e não esteja funcionando, ela pode ser redirecionada para outro serviço. Já houveram várias reuniões com a Secretaria Estadual de Saúde para que a gente chegasse em um consenso e fizesse a definição do real funcionamento da UPA de Picos”, destacou.

Questionado se a solicitação de transferência de função teria partido do município para o Estado, o diretor administrativo explica que foi uma decisão tomada em conjunto.

“Eu diria que foi um entendimento entre o Estado e o município, porque as vezes que o Estado nos procurou para definir a questão do funcionamento da UPA, o município colocou as suas dificuldades e o estado teve também que ver as suas possibilidades e até onde eles poderiam ir para realmente colocar a UPA para funcionar. Então foram os dois entes, de comum acordo, vendo a melhor saída para dar a destinação ao prédio da UPA e uma saída que conseguisse atender aos anseios da população também”, finalizou Bruno Luz.

CONFIRA A ENTREVISTA COM BRUNO LUZ-

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