Projeto Viva o Semiárido beneficia 97 famílias de piscicultores

Projeto Viva o Semiárido beneficia 97 famílias de piscicultores

Foto: Divulgação

Banner MIX Papelaria 728x90

A Secretaria do Desenvolvimento Rural (SDR), por meio do projeto Viva o Semiárido, apoiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrário (Fida), está executando três projetos de piscicultura que possuem recursos liberados. O primeiro plano financiado fica no povoado Moreira, no município de Dom Inocêncio, e já está em fase de despesca e comercialização. Com o investimento de R$ 230 mil, a comunidade adquiriu tanques-rede, alevinos e rações. A ação está beneficiando 20 famílias que receberam, recentemente, um curso de filetagem ministrado pelo Emater para qualificar os produtores desta atividade.

A Associação de Piscicultores da cidade de Itainópolis também está sendo contemplada pelo PVSA, que está aplicando R$150 mil para incentivar a piscicultura executada por 16 famílias de piscicultores que têm o rio Itaim como grande aliado natural para o desenvolvimento desta atividade. A ação também chegou ao município de Oeiras, na comunidade Vista Alegre, onde 24 famílias estão sendo contempladas com um sistema que integra piscicultura, produção irrigada e criação de caprinos. O governo está investindo, aproximadamente, R$ 210 mil, nesta comunidade. Um ponto destacado pelo diretor de Combate à Pobreza Rural da SDR, Francisco das Chagas Ribeiro, foi que as comunidades não precisam devolver este recurso para o Governo do Estado.

“O estado tem um acordo de empréstimo com o Fida, que repassa estes recursos para as comunidades não havendo necessidade de devolução deste capital por parte dos beneficiados. A obrigação das comunidades é aplicar bem estes recursos e prestar contas. No caso do projeto de piscicultura, a grande responsabilidade das associações é produzir peixes saudáveis com condições técnicas de alimentação, bem como de outras culturas. A segurança alimentar, alimentação saudável e sem aditivos prejudiciais à saúde são exigências do projeto Viva o Semiárido, funcionando como uma ação de geração de renda, mas também com foco na qualidade da alimentação ofertada”.

Francisco das Chagas antecipou que, em breve, outros três projetos de piscicultura serão aprovados e com recursos garantidos. Um deles será implantado na comunidade Jurema, no município de Santo Inácio do Piauí. Serão injetados R$ 85 mil para apoiar o plano de negócio de 10 famílias.

A comunidade Frade, remanescente de quilombo e localizada em São João da Varjota, também terá incentivo estadual no projeto de piscicultura, associado à criação de cabras. Neste local, 11 famílias vão receber investimentos de, aproximadamente, R$ 100 mil. E o terceiro plano que deve ser apoiado ainda neste mês fica em Inhuma. A associação de piscicultores daquela cidade conta com 16 sócios e será contemplada com recursos de R$ 150 mil.

“O projeto Peixes Tropicais, executado pela SDR, é o grande programa do Governo do Estado para o desenvolvimento da piscicultura piauiense, que vai priorizar áreas com maior disponibilidade de água e potencial de comercialização, a exemplo do território Entre Rios, mas o Viva o Semiárido também vem dando sua contribuição integrando estas ações desenvolvidas em outras regiões do estado”, finalizou o diretor de Combate à Pobreza Rural da SDR, Francisco das Chagas.

Projeto Peixes Tropicais terá complexo para impulsionar atividade

O Peixes Tropicais é um programa desenvolvido pelo Governo do Piauí, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Rural (SDR), com a finalidade de transformar a piscicultura em uma atividade efetiva na agroindústria do estado do Piauí e atender às premissas básicas para as ações governamentais do estado. Dentre elas, a participação do pequeno produtor no desenvolvimento rural e o estabelecimento de uma alternativa de renda para os produtores.

O projeto foi lançando em outubro de 2015 com a contratação de uma consultoria que realizou, no primeiro momento, um diagnóstico e um macrozoneamento da atividade no estado e ainda a elaboração de um plano com a projeção com dimensionamento e orçamento das estruturas produtivas, bem como a definição de protocolo com o modelo de gestão para o complexo de piscicultura. Também foi proposto um protocolo com Minuta de Lei para adequação do Licenciamento Ambiental para atividade.

A SDR está executando a segunda fase do projeto com a implantação do Complexo de Piscicultura no Piauí, que vai contar com uma fábrica de ração, um frigorífico de beneficiamento, uma base de engorda para peixe e um laboratório para produção de alevinos com espécies alternativas como o Surubim, Tilápia, Tambaqui e o Pirarucu. A equipe da SDR está trabalhando na busca de investimentos, definição de local de instalação deste complexo e organização dos piscicultores.

De acordo com o secretário do Desenvolvimento Rural, Francisco Limma, este projeto está orçado em, aproximadamente, R$ 60 milhões e será uma nova modelagem de empreendimento onde o produtor vai ser, além de fornecedor da matéria prima, acionista com participação nos lucros. “Será uma empresa âncora com a participação da inciativa privada, dos produtores, de investidores locais e também com o apoio do Governo do Estado, por meio da Agência de Fomento, da SDR e do Emater”.

Francisco Limma ressaltou que, atualmente, o Piauí está entre os cinco estados que mais produzem peixe no Brasil. “Esta ação visa organizar a cadeia produtiva da piscicultura para que os produtores possam ampliar sua participação nos diversos mercados, com pretensão de destinar o produto não só ao mercado local, mas também regional, nacional e externo”.

Em 2016, o Piauí produziu mais de 21 mil toneladas de peixes

O Governo do Estado contratou a empresa Projeto Pacu para a realização de consultoria e elaboração de diagnóstico, que apontou o potencial e previsão de crescimento da produção de peixe cultivado no Piauí em 2016, conforme diversos cenários da economia do país.

De acordo com o estudo, em 2015 o Piauí produziu 16.000 toneladas de peixe. O ano de 2016 apontou crescimento de 9% na produção, considerando um cenário econômico pessimista, 18% cenário econômico moderado e 23% cenário econômico otimista, estimando uma produção de 17.712 toneladas. em 2016 e 21.786 toneladas em 2017.

Com a elaboração do macrozoneamento em 2016, foi possível identificar as áreas com potencial para o desenvolvimento da piscicultura continental no Estado. Segundo o estudo, de toda área do estado, 8,3% (20.982 km2) apresenta potencial excelente, 30,5% (76.990 km2) boa e 61,2% (154.378 km2) regular.

Ascom

banners-3-aprovacoes-medicina-2017-sites

Comentários Facebook