Maioria dos detentos do PI está presa por roubo, furto ou tráfico...

Maioria dos detentos do PI está presa por roubo, furto ou tráfico de drogas

Casa de custódia - Foto: Fernando Brito/G1

A Secretaria de Justiça do Piauí organizou o primeiro Mapeamento do Perfil da População Carcerária da Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina. A pesquisa que foi realizada em 2015, junto a 1.646 detentos nos sete estabelecimentos penais da região, aponta que 55% dos detentos estão presos por roubo, furto ou tráfico de drogas.

Na pesquisa, o maior percentual está relacionado aos crimes contra o patrimônio, que totalizam 33,4% (roubos, 27,7%, somados a furtos, 5,7%) e em seguida, está tráfico de drogas com 21,6%. Este último percentual pode ser ainda maior, já que esse é o tipo de crime que aparece combinado com outros delitos penais.

A pesquisa ainda aponta que 17,8% estão presos por mais de um delito e 13,6% estão presos por homicídio. Outros tipos penais registrados foram crimes contra a dignidade sexual, porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, receptação, lesão corporal, homicídio culposo no trânsito, posse ou porte ilegal de arma, formação de quadrilha e estelionato.

O Núcleo de Estatísticas, que divulgou as informações nesta segunda-feira (21), tem a função de promover o constante levantamento e atualização de dados, colaborando no direcionamento de ações que melhorem o sistema prisional e a situação dos presos nas penitenciárias do Estado.

Outros dados

O primeiro Mapeamento do Perfil da População Carcerária da Região Integrada de Desenvolvimento da Grande Teresina mostra que 53,9% dos presos se declaram usuários de drogas. Não usuários e sem informações correspondem ao percentual de 46,1%.

Ainda de acordo com o mapeamento, 24,5% da população carcerária da Grande Teresina são detentos que não concluíram o ensino fundamental. Além disso, 17,5% dos presos são analfabetos funcionais e 8,9% são analfabetos.

Somados os percentuais de presos analfabetos e analfabetos funcionais ao percentual referente a ensino fundamental incompleto, configura-se o total 50,9%. Os dados mostram, também, que 9,2% não terminaram o ensino médio; 11,6 concluíram o ensino médio; apenas 1,6% têm superior completo e 0,4%, superior incompleto.

G1

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