Piauí proíbe queimadas e decreta emergência por excesso de focos de incêndios

Piauí proíbe queimadas e decreta emergência por excesso de focos de incêndios

Incêndio em Santana do Piauí - Foto: João Rodrigues

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O governo do Piauí proibiu queimadas em florestas e outras vegetações de todo o Estado, a partir desta quarta-feira (19), para coibir as queimadas prática comum da população e decretou estado de emergência devido ao grande número de áreas atingidas por incêndios desde o inicio do mês. As queimadas estão proibidas até o dia 30 de novembro.

O decreto de situação de emergência no Estado foi assinado pelo governador Wellington Dias (PT), nesta terça-feira (18), e, em virtude do feriado do Dia do Piauí, o texto será publicado no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (20).

O Estado está em terceiro lugar no Brasil na lista de registros de focos de fogo. Somente este mês ocorreram 1.938 queimadas, segundo dados do programa de queimadas do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Em primeiro lugar vem o Maranhão, com registro de 4.390 focos de incêndios, e o Pará, com 2.939.

A proibição de queimadas em matas e vegetações no Estado do Piauí vale até o dia 30 de novembro, período onde são registradas as temperaturas mais altas e baixa umidade do ar.

No texto, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos informa que poderá estender o período de proibição de queima controlada caso as condições climáticas e meteorológicas apresentarem-se desfavoráveis para o emprego do fogo.

A proibição abrange a queima controlada em práticas agropastoris e florestais, como meio de limpeza de pastagem, preparo do solo para o plantio, erradicação de pragas, incineração de lixo e entre outras práticas com finalidade semelhante. Mas, há exceções como a queima de canaviais para facilitar o corte da cana-de-açúcar em área agroindustrial, porém é necessária a prévia autorização da secretaria para que sejam estabelecidas regras para a ação. Quem descumprir as regras receberá penalidades previstas em lei, além de responder outras medidas administrativas e penais.

 

FONTE: Uol

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