Falta de informação e de mamografias prejudicam diagnóstico do câncer de mama,...

Falta de informação e de mamografias prejudicam diagnóstico do câncer de mama, diz médico

Médico mastologista Lívio Portela - Foto: Fabrício Sousa

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Com o objetivo de esclarecer junto à comunidade acadêmica sobre o câncer de mama e as medidas de diagnóstico precoce da doença, o auditório da Universidade Federal do Piauí (UFPI), campus de Picos, sediou mais um evento para tratar do tema

A palestra foi uma iniciativa do Núcleo de Assistência Estudantil em parceria com a Liga Acadêmica de Oncologia e Histologia da instituição. O momento contou com apresentação de trabalho acadêmico voltado para a área, uma palestra com o médico mastologista Lívio Portela e o depoimento da acadêmica de Ciências Biológicas, Teresinha Maria Rodrigues, que recentemente venceu a luta contra um câncer de mama.

Foto: Fabrício Sousa
Foto: Fabrício Sousa

De acordo com o mastologista Lívio Portela, tudo depende do momento em que a doença é diagnosticado. “A gente sabe que toda parte do prognóstico, tratamento, custo e da cura vai depender do momento em que se diagnostica. Então, isso é o que mais o Outubro Rosa tenta pregar na população, um movimento social que tenta diagnosticar precocemente o câncer e a partir daí curar mais e evitar que mais pessoas venham a óbito em virtude dessa doença”, pontua.

Sobre a realização da mamografia, um dos meios de diagnóstico da doença, o médico lembra que Picos conta, atualmente, com quatro aparelhos que realizam o exame. O número é suficiente para atender a cidade e a macrorregião.

Foto: Fabrício Sousa
Foto: Fabrício Sousa

Lívio Portela afirmou ainda que o não acesso à informação e a baixa solicitação do exame por profissionais médicos são as maiores dificuldades encontradas pela população feminina no que diz respeito ao diagnóstico precoce.

“Nossa cidade tem uma vantagem muito grande: ela possui quatro aparelhos mamógrafos, o suficiente para toda a população e até para a macrorregião de Picos, mas até nas capitais a gente vê, nos índices que atualmente foram levantados, que apenas 20% das mulheres brasileiras acima de 40 anos fazem sua mamografia anualmente, isso é um índice muito baixo. Até nas grandes metrópoles, imagine aqui a dificuldade que o paciente tem, muitas vezes pelo não acesso à informação e a não solicitação por parte dos profissionais médicos”, diz o especialista.

Vencendo a luta

Teresinha Maria Rodrigues, acadêmica de Biologia da UFPI, foi diagnosticada com câncer de mama em 2013. O diagnóstico precoce da doença só foi possível pelo autoexame da mama, no qual ela mesma percebeu a presença de um pequeno nódulo. A estudante participou do evento dando seu depoimento sobre a experiência vivida e a batalha vencida contra a doença.

“O meu tratamento foi possível pelo fato de ter descoberto um câncer precoce. Eu acho o autoexame muito importante porque eu mesma detectei a anormalidade através do toque, e sempre aconselho as pessoas a fazerem o procedimento, pois assim, se houver alguma anormalidade, haverá chances de cura, assim como eu tive”, avaliou a estudante.

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